quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Fuga de Alcatraz



As atuações de Clint Eastwood sempre tiveram a sua cara. Mesmo hoje em dia, quando você assiste algum de seus novos filmes, sempre fica com a impressão de já ter visto seu personagem antes. E acho que é isso mesmo o que faz com que seja tão bom. Seu jeito metido a machão, sempre de cara fechada, e pronto para filmes memoráveis.

Esse é o caso de Fuga de Alcatraz. Um filme genial, com a cara de Clint, e que mesmo agora, mais de 30 anos depois do seu lançamento, continua sendo uma grande pedida para quem curte um filme inteligente.

O filme chega a ser, em algumas passagens, muito lento, mas isso combina com as sequências da preparação da fuga e deixam aquela atmosfera misteriosa deliciosa, que até faz com que você torça para que tudo dê certo. O elenco é fantástico, com atuações primorosas. E, sendo um filme dos anos 70, dá prioridade à direção sobre a fotografia, por isso, não espere cenas bonitas ou locações encantadoras. Tudo é muito cru, cinza, e sério.

A produção traz Alcatraz, presídio de segurança máxima localizado em uma ilha nas proximidades de São Francisco. Apenas um homem conseguiu escapar de lá. Seu nome é Frank Morris. Este filme narra os momentos anteriores à fuga. Baseado em fato real.

Um filme imperdível para quem procura uma produção empolgante e inteligente, com bom elenco e que consegue prender sua atenção do começo ao fim. Vale para aquele vídeo da tarde do final de semana. Imperdível! Mesmo que você não seja fã de Clint Eastwood.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Don Siegel
Elenco: Clint Eastwood, Patrick McGoohan, Jack Thibeau, Fred Ward
Produção: Don Siegel, Fritz Manes
Roteiro: Richard Tuggle
Fotografia: Bruce Surtees
Trilha Sonora: Jerry Fielding
Duração: 112 min.
Ano: 1979
País: EUA
Gênero: Policial
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures / Malpaso Productions

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Rápida Vingança



Finalmente, Dwayne Johnson voltando às suas raízes, atuando em filmes de ação, com muita ação. Nada de atuação como fadinha, ou como pai de família comportada, que são papéis que não colam ao estilão monstrengo do ator. Mas tiros, violência desenfreada, muita pancadaria, algumas vezes sem explicação nenhuma, funcionam muito bem para ele.

E Rápida Vingança cumpre o prometido. Nada de enrolações ou enganações. Entrega exatamente o que foi prometido, de maneira rápida e sem rodeios. Ponto positivíssimo para o elenco, que conta com nomes célebres em filmes de ação, para a fotografia do filme, que lembra um pouco a de Velozes e Furiosos, e para a direção, que não economizou ação ou movimento para essa divertida produção.

O filme conta a história de Driver (Dwayne Johnson), que após 10 anos de prisão tem um foco: vingar seu irmão, assassinado em um assalto mal planejado. Ele terá dois homens no seu encalço, um policial veterano a beira da aposentadoria (Billy Bob Thornton) e um jovem assassino egocêntrico (Oliver Jackson-Cohen). Entre a caça e o caçador, ele terá de se manter vivo enquanto busca os responsáveis pela morte de seu irmão.

A narrativa é tão rápida, que de vez em quando se perde algum detalhe. Isso exige um pouco mais de atenção do espectador, mas nem por isso o filme se torna cansativo. Quando você começa a tomar gosto pela coisa, já acabou.

Não se trata de um filme esplendoroso, mas que cumpre muito bem seu papel de entreter. Boas doses de ação, certa violência, atores feios e carrancudos atuando como personagens feios e carrancudos. Tudo isso numa velocidade incrível e, por fim, até um gostinho de quero mais. Excelente pedida para quem procura um filme rápido, ágil e que se você perder algum detalhe não mudará o final da trama. Vale o valor da locação.

FICHA TÉCNICA
Diretor: George Tillman Jr.
Elenco: Tom Berenger, Dwayne Johnson, Carla Gugino, Micaela Johnson, Jennifer Carpenter, Maggie Grace, Billy Bob Thornton, Adewale Akinnuoye-Agbaje, Courtney Gains
Produção: Tony Gayton, Liz Glotzer, Martin Shafer, Robert Teitel
Roteiro: Joe Gayton, Tony Gayton
Fotografia: Michael Grady
Trilha Sonora: Clint Mansell
Duração: 98 min.
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: CBS / Castle Rock Entertainment

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vírus



Imagino o que seria do cinema se só existissem as boas produções. Filmes com histórias inteligentes, boas tramas, elencos funcionando a pleno vapor, com teor artístico, como muitos gostam de ressaltar. Mas nada disso acontece em Vírus. Filme que mais parece uma produção trash classe B.

Na pior das hipóteses, Vírus é uma versão menos fantástica de Fim dos Tempos. Com elenco menos glamouroso, trama que tenta ser, mas não chega lá, menos ação, menos suspense, menos efeitos, menos aqui, menos ali... enfim, tudo em versão resumida ou reduzida.

O filme exige um bom esforço do seu espectador, para que se consiga assistir até o final. Não é possível destacar um detalhe positivo da produção. O elenco é muito fraco e às vezes parece estar preocupado com a própria (fraca) atuação. A trama tenta vender um suspense que não existe, e deixa muitos detalhes sem resposta. Na maior parte das vezes é o espectador quem deve imaginar o que pode ter acontecido aqui ou ali.

O filme fala de quatro amigos que tentam fugir de um vírus brutal, mas não demoram muito a perceber que eles são mais perigosos do que qualquer vírus.

Trama fraca, personagens fracos, falta ação, falta apelo, falta um elemento que justifique a existência do filme. Esse eu não recomendo nem para os fãs de suspense. Existem muitos outros filmes desse gênero que são bem melhores. O filme não entrega o que promete e, para piorar, a todo momento pede para que o espectador mude de canal ou ejete o DVD do player. Fique longe. Não vale o tempo perdido.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Àlex Pastor, David Pastor
Elenco: Lou Taylor Pucci, Chris Pine, Piper Perabo, Emily VanCamp, Christopher Meloni, Kiernan Shipka, Ron McClary, Mark Moses, Josh Berry, Tim Janis, Dale Malley, Dylan Kenin, LeAnne Lynch, Jan Cunningham, Mary Peterson
Produção: Ray Angelic, Anthony Bregman, Robert Velo
Roteiro: Àlex Pastor, David Pastor
Fotografia: Benoît Debie
Trilha Sonora: Peter Nashel
Duração: 84 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: PlayArte
Estúdio: Ivy Boy Productions
Classificação: 14 anos

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Terror na Antártida



Por que será que os filmes de terror perderam aquele charme do passado? Agora, ou eles apelam para aulas medicinais (em que tudo é decepado com riqueza de detalhes), ou para a reciclagem de cenas que já serviram em outros muitos filmes, e que agora, perderam todo aquele efeito surpresa. O susto pelo susto. O incentivo à imaginação do espectador. Tudo isso se perdeu para versões 3D cheias de sangue.

Terror na Antártida mistura um pouco desses dois elementos. E sangue na neve, já sabe, dá um destaque tremendo. Mas nada disso adianta, se cada cena pareça ter sido copiada de outros filmes. Por mais que não se queira, o fator surpresa acaba mesmo sendo eliminado.

A narrativa lenta, e a ineficácia de um elenco mediano, também parecem não ajudar muito. Mesmo Kate Beckinsale não consegue levantar a trama. O resultado é um filme previsível, lento, que não assusta, e que no fim parece apenas ter tomado uma hora e meia da sua vida. Sem contar que, filme de terror na floresta, na escola, ou no gelo, por favor, parece que estamos sempre no mesmo lugar.

O filme trata da caçada ao responsável pelo primeiro assassinato realizado na Antártida. O autor do crime é um dos cinco homens que vivem espalhados no continente e precisa ser encontrado antes que o sol se ponha e fique fora pelos próximos seis meses. Carrie Stetko (Kate Beckinsale) é uma policial solitária que investiga o caso.

Se você gosta muito desse estilo de filme, e não liga para incansáveis repetições, então essa produção pode ser uma boa pedida. Agora, se você cansou desse estilo de terror que prefere dar atenção à violência, e não ao susto, passe longe. Não é um filme imperdível, e muito menos mediano. Mesmo se a questão for a de passar tempo, existem outras muitas opções que no fim não deixam a impressão de que seu tempo foi jogado no lixo. Completamente dispensável!!!

FICHA TÉCNICA
Diretor: Dominic Sena
Elenco: Kate Beckinsale, Gabriel Macht, Alex O’Loughlin, Tom Skerritt, Columbus Short, Shawn Doyle, Patrick Sabongui, Nicolas Wright, Bashar Rahal, Sean Tucker.
Produção: Susan Downey, Joel Silver
Roteiro: Jon Hoeber, Erich Hoeber, Chad Hayes, Carey Hayes, baseado na graphic novel de Greg Rucka
Fotografia: Christopher Soos
Trilha Sonora: John Frizzell
Duração: 96 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Dark Castle Entertainment / Don Carmody Productions / Silver Pictures
Classificação: 16 anos

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Morre tenente Hightower de 'Loucademia de Polícia'



O ator Bubba Smith, famoso por ter interpretado o tenente Hightower na franquia de comédia Loucademia de Polícia, foi encontrado morto em sua casa nesta quarta-feira (3), de acordo com o periódico Los Angeles Times. Ele tinha 66 anos.

Antes de iniciar sua carreira no cinema, Smith jogou futebol americano profissionalmente durante 10 anos, atuando como homem de defesa dos times Baltimore Colts - que o levou a ganhar seu único Super Bowl, em 1970, e lhe deu a chance de participar de dois Pro Bowls, jogo que reúne os melhores jogadores da temporada da NFL, em 1970 e 1971 -, Oakland Raiders e Houston Oilers. Em 1976, decidiu se aposentar para se dedicar somente às artes cênicas.

Em 1988, entrou para o Hall da Fama da Universidade Michigan State, que ainda aposentou em 2006 a camisa 95 usada por ele durante sua passagem pela instituição. Na época, Bubba tinha seu nome bradado pelos torcedores com a frase, "mate, Bubba! Mate!"

Famoso por sua estatura de 2m e pela grande força física, Smith manteve uma carreira estável até 2010, período em que apareceu em diversas séries televisivas e filmes - entre eles, As Panteras e Good Times.

A morte ainda está sendo investigada, mas acredita-se que tenha ocorrido por causas naturais.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Space Chimps - Micos no Espaço



Essa não é uma animação nova, mas lembrei dela ao saber que sua continuação já foi produzida. Não se trata de uma obra Disney, ou com o mesmo sucesso de Shrek, Madagaskar ou até mesmo de O Bicho vai Pegar, mas não deixa a desejar. Cumpre bem o seu papel de entreter. Principalmente para os baixinhos.

Tudo é muito colorido, com bons detalhes, e personagens divertidos. Tiradas engraçadas e bons diálogos. O filme garante boas risadas. Até mesmo para o público mais experiente. Não consegue igualar seus concorrentes em qualidade técnica, mas supera isso com o seu rico conteúdo.

O filme conta aventura sobre três chimpanzés da Nasa - Ham (voz de Andy Samberg), Luna (Cheryl Hines) e Titan (Patrick Warburton) - que são chamados para descobrir vidas alienígenas e eles terão que juntar todas as forças e aprender a conviver com suas diferenças para derrotar os vilões do espaço.

Uma animação bastante divertida, que cumpre bem o seu papel de entreter. Com uma narrativa bastante rápida, simplicidade, bons personagens e, acima de tudo, inteligência. Excelente pedida para quem procura um filme engraçado na medida certa e que vende exatamente o que promete. Vale assistir e até repetir.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Kirk De Micco
Elenco: Kristin Chenoweth, Patrick Warburton, Cheryl Hines, Stanley Tucci, Jeff Daniels, Andy Samberg, Kenan Thompson, Omid Abtahi
Produção: Barry Sonnenfeld, John H. Williams
Roteiro: Kirk De Micco, Robert Moreland
Fotografia: Jericca Cleland
Trilha Sonora: Chris P. Bacon
Duração: 81 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Vanguard Animation
Classificação: Livre

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ano Um



Os filmes de Jack Black são a cara de Jack Black. Não que isso faça deles melhores ou piores, mas exige que a pessoa goste de Jack antes mesmo de gostar dos seus filmes. Ainda acho que ele tenta carregar um pouco de Escola do Rock para todos os seus papéis, o que nem sempre é muito positivo.

O caso de Ano Um segue um pouco dessa linha. É uma produção divertida, com momentos engraçados, momentos escatológicos, uma sátira interessante, e Jack Black com cara de Jack Black. Enquanto Michael Cera, bom, poderia nem ter participado, já que seu jeito "mortão" irrita bastante.

Não é um filme fácil de suportar. Chega a ser cansativo em vários momentos. Não pela narrativa irregular e lenta, mas pelo fato de simplesmente não ter o que apresentar, e enrolar em passagens que poderiam nem existir.

O filme mostra a história de quando Zed (Jack Black) e Oh (Michael Cera), dois caçadores preguiçosos, são banidos de sua aldeia. Então eles partem para uma jornada épica pelo mundo antigo.

É uma boa pedida para uma matinê em que não se tem nada melhor para fazer. É um filme que merece ser visto, desde que não exista opção melhor. Enfim, uma produção fraca, com alguns bons momentos, e que de vez em quando consegue ser engraçada.

Particularmente, prefiro outros filmes de Jack, como o próprio Escola do Rock e Nacho Libre.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Harold Ramis
Elenco: Michael Cera, Jack Black, Olivia Wilde, June Diane Raphael, David Cross, Juno Temple, Oliver Platt.
Produção: Judd Apatow, Clayton Townsend, Nicholas Weinstock
Roteiro: Harold Ramis, Gene Stupnitsky, Lee Eisenberg
Fotografia: Alar Kivilo
Trilha Sonora: Theodore Shapiro
Duração: 97 min.
Ano: 2009
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Apatow Productions