segunda-feira, 17 de maio de 2010

Eu te odeio, cara...

Curto e grosso? Fraquíssimo, do início ao fim. Essa é uma daquelas produções que promete risadas ininterruptas, mas usam no trailer todas as passagens mais engraçadas.
Na história, um agente imobiliário está noivo da mulher dos seus sonhos, mas durante os preparativos do casamento, ela e suas amigas percebem que ele é meio esquisito por não ter amigos próximos o suficiente para serem seus padrinhos na cerimônia. Ele resolve conhecer homens para serem seus amigos. Depois de uma série de encontros bizarros com esse objetivo, conhece um camarada, com quem se identifica. No entanto, na medida em que a amizade cresce, mais o relacionamento sofre.
O filme tem várias combinações estranhas e, arrisco dizer, mal exploradas. Questões, como o maridão esquisito de uma das amigas da noiva, que cisma bancar o machão, que poderia ser mais engraçado. Os encontros dele com outros homens. No entanto, tudo é previsível e sem graça.
Produzido por John Hamburg (Quero ficar com Polly), o filme tem entre seus protagonistas Paul Rudd (O Virgem de 40 anos) e Jason Segel, além de Rashida Jones, Jon Favreau, Carla Gallo Lou Ferrigno, Liz Cackowski, Vitaliy Versace, Aaron D. Spears e Sonia Laszlo.
Nada de risadas fáceis. O filme abusa de clichês sem um pingo de humor. A história é fraca, com atuações ainda mais fracas, em um filme que precisa de muito esforço para ser assistido até o fim. Perda de tempo gigante.......

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Verdade seja dita



Taí, das últimas comédias que exploram a guerra dos sexos, essa talvez seja a mais surpreendente de todas. Simplesmente deliciosa na medida certa. Sem apelos ou clichês exagerados, com uma excelente dinâmica e um roteiro (Nicole Eastman, Karen McCullah Lutz, Kirsten Smith) bem explorado.

O elenco que conta com os protagonistas Gerard Butler (300) e Katherine Heigl (Ligeiramente Grávidos), além de Cheryl Hines (Férias no Trailer), Bree Turner (O Grande Lebowski), Eric Winter (Uma Viagem Muito Louca) e Bonnie Somerville (Homem Aranha 2), funciona bem junto, com tiradas bastante estratégicas. Além disso, a produção conta com uma boa fotografia (Russell Carpenter).

No filme, a produtora de um programa de TV matinal sempre teve problemas quando o assunto era sua vida romântica. Para mudar a situação, ela envolve-se numa série de jogos com um dos novos apresentadores, que faz o estilo bad boy e ensina suas técnicas machistas no programa, e que tenta provar suas teorias sobre relacionamentos, além de ajudá-la a encontrar um amor.

Excelente pedida para alguém que procura uma boa dose de risadas sem humor apelativo. Algumas situações são bastante previsíveis, mas mesmo assim divertem. Enfim, uma boa pedida para um filme que deixa um gosto de quero mais.

O 3D não vai salvar o cinema, é só uma ferramenta para brincar


Enquanto lota salas de cinema no mundo todo com sua versão 3D de “Alice no País das Maravilhas”, o americano Tim Burton terá com seu júri pelos próximos dez dias a tarefa de dar a Palma de Ouro a um filme da competição de Cannes. São filmes de autor que normalmente não conseguem nem um centésimo do público que ele conseguiu com seu último blockbuster.

“Um festival de cinema pra mim já é algo como um filme de fantasia. Não há preconceitos, vamos sentir os filmes e discuti-los racional e emocionalmente. Não estamos procurando por nada específico neles. Em vez de julgar, vamos vê-los com generosidade. Não queremos ser nove artistas com raiva (nine angry artists)”, declarou, fazendo uma brincadeira com o filme “Twelve Angry Men” (Doze Homens e uma Sentença, 1957), de Sidney Lumet.
Entre os oito artistas que lhe ajudarão na tarefa, está Benicio Del Toro, vencedor da Palma de ator em Cannes em 2008 por encarnar o guerrilheiro Che Guevara no épico “Che”. Há ainda duas atrizes: a inglesa Kate Beckingsale, a mocinha de “Pearl Harbor”; e a italiana Giovanna Mezzogiorno, que já trabalhou com Wim Wenders (“Palermo Shooting”) e Marco Bellochio (“Vincere”).

Outros três começaram a carreira como escritores e críticos de cinema: o cineasta espanhol Victor Erice, diretor do aclamado “O Espírito da Colmeia” (1973); o francês Emmanuel Carrère, autor do romance “O Adversário”, origem do filme estrelado por Daniel Auteuil; e o italiano Alberto Barbera, diretor do Museu do Cinema de Turim. Completam o time o cineasta Shekar Kapur, indiano radicado na Inglaterra, conhecido pelos filmes “Elizabeth” e “Elizabeth – A Era de Ouro”; e o compositor francês Alexandre Desplat, autor de 120 trilhas sonoras pra cinema, entre elas as de “Julie && Julia”, “Lua Nova” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”.

Perguntado por UOL Cinema se acha que algum dia Cannes poderá ter um filme em 3D competindo pela Palma de Ouro, Burton minimizou a importância da nova tecnologia: “Quando surgiu a animação por computador, todo mundo achava que a animação manual ia acabar, mas não acabou. Não acredito nessa história de que o 3D vai salvar o cinema, o mundo ou mesmo a economia. É só mais uma ferramenta com a qual nós diretores podemos brincar”.

Ao final, foi do espanhol Victor Erice a frase mais bonita sobre o trabalho do júri: “Toda seleção de filmes é um espelho de duas faces. Uma representa o presente, a outra é uma amostra do que o cinema pode ser no futuro. Essa segunda face é certamente a mais apaixonante”.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Felicidade dos marmanjos


G.I. Joe - A Origem de Cobra é um filme especial. Não pela qualidade, pela excelência na produção, ou mesmo pelo elenco, mas por realizar o sonho de muitos marmanjos que cresceram com os brinquedos e quadrinhos da série do verdadeiro herói americano.
Só por isso, o filme é praticamente fantástico. Só pecou no tempo. Poderia ter umas 8 horas de filme, que o verdadeiro fã nem perceberia.
Mas e aqueles que não conhecem a série ou não são fãs? Também não têm nada a perder. O filme é muito bom, mesmo. Boa dose de ação, efeitos especiais bastante interessantes, uma bela fotografia (Mitchell Amundsen), uma trilha sonora (Alan Silvestri) agradável, um roteiro (adaptação de Stuart Beattie, David Elliot e Paul Lovett) dinâmico e equilibrado, e um elenco com vários nomes competentes (Channing Tatum, Arnold Vosloo, Sienna Miller, Ray Park, Rachel Nichols, Adewale Akinnuoye Agbaje, Said Taghmaoui, Marlon Wayans, Joseph Gordon-Levitt, Dennis Quaid, Christopher Eccleston, Karolina Kurkova).
Inspirado na coleção de figuras de ação G.I. Joe (no Brasil a série chamava Comandos em Ação), o filme foca o surgimento da organização Cobra, e como esta tornou-se um grupo terrorista. Um grupo militar de elite é acionado para combatê-los, e a partir daí rola muita ação em batalhas memoráveis.
O filme faz questão de apresentar a biografia de alguns de seus personagens, e por isso às vezes deixa a coisa um pouco confusa. Além disso, não somente no caso de G.I. Joe, mas é um pouco frustrante assistir filmes que remetem a uma provável continuação (ainda mais quando precisamos esperar um ano ou mais para assisti-la). É uma boa película, com boas doses de entretenimento, para os fãs mais antigos, ou para aqueles que não conhecem a série.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Choque total!!!!


Está aqui um filme pra ser avaliado com muita calma. Sacha Baron Cohen gosta de um escândalo, desde a época de seu rapper Ali G. Não foi diferente com Borat. E com Bruno, ele alcança o topo.
Acho que são produções diferentes. Mesmo Borat, com seu teor mais adulto, conseguia apresentar o lado xenófobo dos americanos. Até aí, nenhuma surpresa. Mas Bruno ultrapassa o limite dos padrões aceitáveis de comédia, ou mesmo para o que poderia ser considerado "real", numa mescla de ficção com documentário. O filme não tem nenhuma pretensão de documentar, embora trabalhe com a realidade, ou com a exploração do lado ruim dos seres humanos.
No filme, Bruno é um comentarista de moda austríaco e leva seu programa de TV para os Estados Unidos. Pouco tempo depois, ele inicia uma corrida para virar celebridade, surpreendendo as pessoas à sua volta e colocando-as em situações desconfortáveis.
Não se trata de uma comédia familiar. Por sinal, seu humor negro exige paciência e muita boa vontade de quem o assiste. Considero Borat um filme diferente, mas Bruno não oferece entretenimento nenhum, apenas uma sensação de desconforto, apesar de ser somente um filme em que não se sabe o que é combinado e o que pode ser tratado como real.
A preocupação principal é chocar. Já vi piores, mas não é um filme recomendado para os que tem estômago fraco.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Será que encontro essa vila no Google Maps?


Mais do que um suspense, A Vila é um filme que desperta as mais diversas sensações. Infelizmente, muitas delas não tão boas.
Na verdade, o roteiro (M. Night Shyamalan) tenta, mas em alguns momentos o clichê fica tão evidenciado, que é difícil não ter raiva do filme.
O elenco composto por Joaquin Phoenix, Bryce Dallas Howard, William Hurt, Sigourney Weaver e Adrien Brody tem seus altos e baixos. Ainda existe uma chance de você torcer pelo sucesso da mocinha e mocinho...
Passado na Pensilvânia rural de 1897, o filme conta a história da pequena vila de Covington. O vilarejo de apenas 60 habitantes é cercado por uma floresta, habitada por uma raça de criaturas imaginárias que assombra o local. Neste cenário nasce o romance entre a filha do líder da vila e um dos jovens habitantes do vilarejo, que questiona a política de confinar os habitantes dentro das fronteiras da aldeia.
O filme é cheio de surpresas. Algumas boas, outras nem tanto. Fiquei um pouco decepcionado com o conjunto. Considero como um daqueles filmes pra ser assistido uma única vez (a menos que você se identifique muito com a história... ou seja meio masoquista...). Enfim, assista sem pretensões.

terça-feira, 4 de maio de 2010

O fantástico Depardieu


Meu Pai Herói (My Father the Hero) é um daqueles filmes que já se firmaram o horário nobre da Sessão da Tarde, da TV Globo, mas é uma produção que garante a diversão.
É um tipo de comédia que não se faz mais, com uma pitada de inocência, ou um teor familiar. Nada de dramalhões ou lições de moral, apenas a boa atuação de um elenco comandado pelo veterano Gerard Depardieu. Um atorzaço, que se adapta bem em vários estilos de papel, e que possui um carisma impressionante, capaz de atrair sempre sua audiência.
A fotografia (Daryn Okada) do filme explora bem as locações nas Bahamas. A direção (Steve Miner) é dinâmica, em um roteiro divertido e bem explorado.
No filme, pai e filha saem de férias em um roteiro paradisíaco. A filha, interpretada por Katherine Heigl (Ligeiramente Grávidos), é uma garota mimada, que não gosta de dar a impressão de estar acompanhada de seu pai, por isso cria a figura de um amante canastrão e violento. O pai, sem querer estragar a alegria da filha entra no jogo e, a partir daí, as situações que seguem são as mais divertidas possíveis.
O filme é uma excelente pedida. Tiradas engraçadas (algumas delas exploradas por filmes mais recentes) e um gostinho de quero mais. Nada de interpretações fantásticas, nem efeitos dignos de Oscar, apenas uma boa dose de diversão familiar.