terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Globo de Ouro 2013 consagra 'Os Miseráveis' e 'Argo'


Anne Hathaway e Hugh Jackman foram premiados por suas atuações em 'Os Miseráveis' Foto: AP
 
Neste domingo (13), o Globo de Ouro consagrou o filme Os Miseráveis, que levou três prêmios, incluindo Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Ator de Comédia/Musical e Melhor Filme de Comédia/Musical. Além do longa Tom Hopper, Argo, de Ben Affleck, que recebeu dois prêmios, Melhor Diretor e Melhor Filme de Drama. Nas categorias destinadas à televisão, Homeland e Game Change foram os destaques.

A noite começou animada, com as apresentadoras da noite Tina Fey e Amy Poehler fazendo graça sobre os atores e atrizes que marcaram presença. "Eu nunca vi alguém tão abandonado e sozinho desde que vi você no palco do Oscar com James Franco", disse Fey para estrela Anne Hathaway, que apresentou a cerimônia da Academia em 2012, em referência ao papel da estrela em Os Miseráveis.

O primeiro prêmio da noite foi para Christoph Waltz. Ele levou a categoria de Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Django Livre. Logo depois, o Globo de Ouro se voltou aos prêmio de TV, com Melhor Minissérie, para Game Change, que também foi consagrada nas categorias Melhor Atriz, com Julianne Moore, e Melhor Ator Coadjuvante, com Ed Harris. Homeland ganhou prêmios por Melhor Ator de Série, com Damian Lewis, Melhor Série de Drama e Melhor Atriz de Série de Drama, para Claire Danes. Girls também brilhou ao levar o prêmio de Melhor Série de Comédia.

As Aventuras de Pi ganhou seu único prêmio em Melhor Trilha Sonora Original. Jennifer Lawrence surpreendeu e foi eleita Melhor Atriz em Comédia ou Musical por O Lado Bom da Vida. "Bradley Cooper, você foi incrível", agradeceu a atriz ao colega de elenco.

Visivelmente emocionada, Anne Hathaway subiu ao palco para receber o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, por seu papel como Fantine, em Os Miseráveis. "Quero agradecer a Nicole Kidman, Amy Adams e, principalmente, Sally Field, obrigada por ser uma atriz tão inspiradora e tão incrível", afirmou a estrela em referência às suas concorrentes. O musical também recebeu o prêmio de Melhor Ator de Musical, com Hugh Jackmann, e Melhor Filme de Comédia/Musical.

Um momento emocionante da noite, foi quando Jodie Foster foi homenageada por sua carreira no cinema. Robert Downey Jr. foi o responsável por chamar a estrela ao palco. O ponto alto do discurso foi quando a atriz falou sobre a falta de privacidade na Hollywood dos dias atuais, chegando a brincar com sua sexualidade - há anos ela anunciou publicamente ser homossexual. "Dizem que toda celebridade tem que compartilhar atualmente sua vida pessoal em uma roda de jornalistas. Falando sério, talvez, se vocês estivessem trabalhando neste negócio desde crianças como eu, dariam valor à privacidade como dou".

Assim como no Critic's Choice Awards, Ben Affleck foi eleito Melhor Diretor, por Argo. Parecendo não acreditar, subiu ao palco e agradeceu ao elenco do longa, suas filhas e a mulher, Jennifer Garner, com quem trocou um beijo antes de receber o Globo de Ouro. Vale lembrar que o galã ficou de fora dos indicados ao Oscar 2013.

Outro destaque da noite foi o prêmio de Melhor Ator de Drama, que consagrou o ator Daniel Day Lewis, por Lincoln. "A Steven Spielberg, diretor, mestre, humilde, com uma imaginação maravilhoso. Generoso amigo, você deu a mim uma experiência maravilhosa que levarei para o resto da minha vida", disse o ator em seu discurso. Jessica Chastain levou o prêmio de Melhor Atriz de Drama, por A Hora Mais Escura. Para terminar, Argo, longa de Ben Affleck, surpreendeu e foi eleito o Melhor Filme de Drama, principal categoria da noite.

Confira a lista completa:
Cinema
Melhor Filme (Drama)
Argo

Melhor Filme (Comédia/Musical)
Os Miseráveis
Melhor Diretor
Ben Affleck, por Argo
Melhor Ator (Drama)
Daniel Day-Lewis, por Lincoln
Melhor Atriz (Drama)
Jessica Chastain, por A Hora Mais Escura
Melhor Ator Coadjuvante
Christoph Waltz, por Django Livre

Melhor Atriz Coadjuvante
Anne Hathaway, por Os Miseráveis
Melhor Atriz (Comédia/Musical)
Jennifer Lawrence, por O Lado Bom da Vida
Melhor Ator (Comédia/Musical)
Hugh Jackman, por Os Miseráveis
Melhor Trilha Sonora Original
As Aventuras de Pi
Melhor Canção Original
Skyfall, de Adele para 007 - Operação Skyfall
Melhor Roteiro
Quentin Tarantino, por Django Livre
Melhor Filme em Língua Estrangeira
Amor (Áustria)
Melhor Animação
Valente
   
TV
Melhor Série (Drama)
Homeland
Melhor Série (Comédia/Musical)
Girls
Melhor Minissérie ou Filme para Televisão
Game Change
Melhor Atriz Coadjuvante em Minisséries
Maggie Smith, por Downton Abbey
Melhor Atriz em Minisséries
Julianne Moore, por Game Change
Melhor Ator em Série (Drama)
Damian Lewis, por Homeland
Melhor Ator em Minisséries
Kevin Costner, por Hatfields & McCoys
Melhor Ator Coadjuvante em Minisséries
Ed Harris, por Game Change
Melhor Ator em Série (Comédia/Musical)
Don Cheadle, por House of Lies
Melhor Atriz em Série (Drama)
Claire Danes, por Homeland
Melhor Atriz em Série (Musical/Comédia)
Lena Dunham, por Girls

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Oscar indica nove títulos para melhor filme



Desde 2012, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood determinou uma mudança no número de indicados ao prêmio de melhor filme. Os candidatos escolhidos podem variar de no mínimo cinco e no máximo dez títulos. Mas, pelo segundo ano consecutivo,  abriu mão do que seria a “última” indicação na categoria.

erá que faltaram filmes que merecessem a vaga ou esse negócio de manter dez concorrentes se provou um plano furado? O fato é que Hollywood poderia, se quisesse, ter apontado um candidato final para o Oscar de melhor filme, mas não se esforçou muito para isso.

“Moonrise Kingdom”, de Wes Anderson, o filme hipster do ano, foi lembrado em várias listas de apostas e nas previsões de especialistas no assunto, mas terminou com uma solitária indicação pelo roteiro original.

“O Mestre”, de Paul Thomas Anderson, já estava meio desacreditado, mas, com tantos defensores,  poderia facilmente ter aparecido para completar a lista. Ou, já que a decisão de aumentar o número finalistas tem fins comerciais (mais indicados, mais visibilidade), “Os Vingadores”, o hit do circuito de 2012, poderia arredondar o número de candidatos. Não foi o caso.

E a falta de um décimo indicado a melhor filme foi a menor das surpresas reveladas no anúncio desta quinta-feira (9). Esta edição do Oscar tem tudo para ser lembrada como o ano em que mais caíram favoritos antes mesmo da cerimônia acontecer. Pré-candidatos que vinham de um rastro de prêmios, indicações e apostas tão sólido que sua ausência abalou fortemente a corrida. Para se ter uma ideia, esta é a primeira vez em que apenas dois dos cineastas indicados ao prêmio anual do Sindicato dos Diretores são finalistas ao Oscar.

“Argo” teve 7 indicações, “A Hora Mais Escura”, 5, mas seus comandantes, Ben Affleck e Kathryn Bigelow, respectivamente, foram esquecidos na categoria de direção. E o mais impressionante: as vagas que teoricamente seriam deles foram entregues a um cineasta estrangeiro (Michael Haneke, por “Amor”, 5 indicações) e a um diretor de uma comédia, resumindo bem o complexo --e bem dirigido-- “O Lado Bom da Vida”, 8 indicações. Se Affleck e Bigelow eram duas possibilidades fortes para ganhar o Oscar nesta categoria, agora a disputa parece centrada em Steven Spielberg, por “Lincoln”,  e Ang Lee, de “As Aventuras de Pi”, justamente os dois filmes campeões de indicações (12 para o primeiro, 11 para o segundo).    

Outro diretor esquecido pela Academia foi Tom Hooper, que capitaneou o ambicioso musical “Os Miseráveis”, dono de 7 indicações, mas também ficou de fora de roteiro adaptado. Bigelow e Hooper podem ter sofrido com a proximidade de suas últimas vitórias (em 2010 e 2011), mas o Oscar sempre resolveu isso não premiando em vez de não indicando. A ausência de Affleck é ainda mais estranha, já que a Academia costuma celebrar galãs que passam para o outro lado das câmeras, como Clint Eastwood, Kevin Costner e Mel Gibson. Os três podem ter sofrido pela antecipação do anúncio dos indicados e de todo o processo de votação.

Explicando: até dois anos atrás, as indicações ao Oscar aconteciam depois que quase todos os prêmios importantes da crítica (Globo de Ouro, Critics Choice, associações de Nova York e Los Angeles) e dos sindicatos (diretores, produtores, atores, roteiristas) tinham seus vencedores revelados. Ou seja, os acadêmicos podiam votar com base nos resultados dessas premiações. A mudança nos prazos fez com que os membros da Academia tivessem que correr atrás dos filmes e montar suas listas com a ajuda do que já tinha sido divulgado até ali. A entrega do Globo de Ouro, por exemplo, acontece apenas neste domingo (13). O impacto desta transformação mal foi sentido no ano passado, mas parece ter influenciado bastante o negócio neste ano.

Um caso notório é o de Marion Cotillard, estrela do francês “Ferrugem e Osso”. Apesar da interpretação em língua estrangeira, a atriz foi indicada aos prêmios do Critics Choice, entregue pelos críticos de TV; SAG, sindicato dos atores; Globo de Ouro e Bafta, o Oscar da Inglaterra. A indicação ao Oscar era dada como certa por nove em cada dez especialistas, considerando ainda que ela foi oscarizada falando em francês. Resultado: Marion não é finalista, mas sua conterrânea, a veterana Emmanuelle Riva, de “Amor”, ganhou sua primeira indicação ao Oscar e pode ser uma zebra na competição, aos 84 anos.

Cotillard também foi preterida em relação à menina Quvenzhané Wallis, de 7 anos, que se tornou a mais jovem atriz indicada ao Oscar. Seu filme, “Indomável Sonhadora”, que teve 5 indicações, também foi uma surpresa na categoria de direção. E, se muita gente duvidava da indicação de Joaquin Phoenix como melhor ator por “O Mestre”, foi outro quase “favorito” que ficou de fora da corrida. Em “As Sessões”, John Hawkes interpreta um personagem que só se movimenta do pescoço pra cima, o que se chama de “Oscar bait”, isca pro Oscar. Foi ignorado. O Wolverine Hugh Jackman e o astro de “Se Beber Não Case” Bradley Cooper estão na disputa.

Christoph Waltz garantiu sua vaga entre os coadjuvantes, deixando seu colega em “Django Livre”, Leonardo DiCaprio, e o vilão de “007 – Operação Skyfall”, Javier Bardem, sem indicações. A veterana Jackie Weaver foi lembrada na ala feminina, derrubando uma das queridas da Academia, Maggie Smith, de “O Exótico Hotel Marigold”.

Uma das ausências mais inexplicáveis é a de “Intocáveis” entre os filmes estrangeiros. Além de ser o longa francês de maior bilheteria fora da França, a história real – e de superação – parecia cair perfeitamente nas preferências da Academia e aparecia em todas as listas de apostas. Todas. Algumas pessoas acreditavam que “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge” seria a oportunidade do Oscar fazer as pazes com Christopher Nolan. Fica pra próxima. O filme não foi indicado numa categoria sequer.

Talvez sejam as datas, talvez seja uma mudança de perfil, talvez seja só coincidência mesmo. O fato é que o Oscar deste ano está um pouco diferente e, por isso mesmo, mais interessante.

Por Chico Fireman, em 11/01/2013, no link http://cinema.uol.com.br/ultnot/2013/01/11/decimo-indicado-ao-oscar-de-melhor-filme-teria-varios-candidatos-fortes.jhtm

Veja a lista completa de indicados:

MELHOR FILME

 "Indomável Sonhadora"
 "O Lado Bom da Vida"
 "Lincoln"
 "A Hora Mais Escura"
 "As Aventuras de Pi"
 "Os Miseráveis"
 "Amor"
 "Django Livre"
 "Argo"

MELHOR DIREÇÃO

Michael Haneke – “Amor”
Benh Zeitlin - “Indomável Sonhadora”
Ang Lee – “As Aventuras de Pi”
Steven Spielberg – “Lincoln
David O.Russell – “O Lado Bom da Vida”

MELHOR ATOR
Daniel Day Lewis - “Lincoln”
Denzel Washington - “O Voo”
Hugh Jackman – “Os Miseráveis”
Bradley Cooper - “O Lado Bom da Vida”
Joaquin Phoenix – “O Mestre”

MELHOR ATRIZ
Jessica Chastain – “A Hora Mais Escura”
Jennifer Lawrence – “O Lado Bom da Vida”
Emmanuelle Riva – “Amor”
Quvenzhané Wallis – “Indomável Sonhadora”
Naomi Watts – “O Impossível”

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Christoph Waltz - "Django Livre"
Philip Seymour Hoffman - "O Mestre"
Robert De Niro – “O Lado Bom da Vida”
Alan Arkin – “Argo”
Tommy Lee Jones – “Lincoln”

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Amy Adams – “O Mestre”
Sally Field – “Lincoln”
Anne Hathaway – “Os Miseráveis”
Helen Hunt – “As Sessões”
Jacki Weaver – “O Lado Bom da Vida”

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
“Amor” - Michael Haneke
 "Django Livre” – Quentin Tarantino
“O Voo” – John Gatins
“Moonrise Kingdom” – Wes Anderson e Roman Coppola
“A Hora Mais Escura” – Mark Boal

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
“Argo” – Chris Terrio
“Indomável Sonhadora” – Lucy Alibar e Benh Zeitlin
“As Aventuras de Pi” – David Magee
“Lincoln” – Tony Kushner
“O Lado Bom da Vida” – David O.Russell

MELHOR FILME ESTRANGEIRO
"Amor"
"Kon-Tiki"
"No"
"O Amante da Rainha"
"War Witch"

MELHOR ANIMAÇÃO
"Valente", de Mark Andrews e Brenda Chapman
"Frankenweenie", de Tim Burton
"Para Norman", de Sam Fell e Chris Butler
"Piratas Pirados", de Peter Lord
"Detona Ralph", de Rich Moore

MELHOR FIGURINO
“Anna Karenina” – Jacqueline Durran
“Os Miseráveis” – Paco Delgado
“Lincoln” – Joanna Johnston
“Espelho, Espelho Meu” – Eiko Ishioka
“Branca de Neve e o Caçador” – Colleen Atwood

MELHOR DOCUMENTÁRIO
“5 Broken Cameras”
“The Gatekeepers”
“How to Survive a Plage”
“The Invisible War”
“Searching for Sugar Man”

MELHOR DOCUMENTÁRIO DE CURTA-METRAGEM
“Inocente” – Sean Fine e Andrea Nix Fine
“Kings Point” – Sari Gilman e Jedd Wider
“Mondays at Racine” – Cynthia Wade e Robin Honan
“Open Heart” – Kief Davidson e Cori Shepherd Stern
“Redemption” – Jon Alpert e Matthew O’Neill

MELHOR CURTA-METRAGEM DE ANIMAÇÃO
“Adam e Dog” – Minkyu Lee
“Fresh Guacamole” – PES
“Head Over Heels” – Timothy Reckart e Fodhla Cronin O’Reilly
“Maggie Simpson em ‘The Longest Daycare’” - David Silverman
“Paperman” – John Kahrs

MELHOR CURTA-METRAGEM
“Asad” – Bryan Buckley e Mino Jarjoura
“Buzkashi Boys” – Sam French e Ariel Nasr
“Curfew” – Shawn Christensen
“Death of a Shadow (Dood van een Schaduw) – Tom Van Avermaet e Ellen De Waele
“Henry” – Yan England

MELHOR MAQUIAGEM
“Hitchcock” – Howard Berger, Peter Montagna e Martin Samuel
“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” – Peter Swords King, Rick Findlater e Tami Lane
“Os Miseráveis” – Lisa Westcott e Julie Dartnell

MELHOR EDIÇÃO
“Argo” – William Goldenberg
“As Aventuras de Pi” – Tim Squyres
“Lincoln” – Michael Kahn
“O Lado Bom da Vida” – Jay Cassidy e Crispin Struthers
“A Hora Mais Escura” – Dylan Tichenor e William Goldenberg

MELHOR FOTOGRAFIA
“Anna Karenina” – Seamus McGarvey
“Django Livre” – Robert Richardson
“As Aventuras de Pi” – Claudio Miranda
“Lincoln” – Janusz Kaminski
“007 - Operação Skyfall” – Roger Deakins

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Before My Time” (de “Chasing Ice”) – Música e letra de J.Ralph
“Everybody Needs a Best Friend” (de “Ted”) – Música de Walter Murphy e letra de Seth MacFarlane
“Pi’s Lullaby” (de “As Aventuras de Pi”) – Música de Mychael Danna e letra de Bombay Jayashri
“Skyfall” (de “007 - Operação Skyfall”) – Música e letra de Adele Adkins e Paul Epworth
“Suddenly” (de “Os Miseráveis”) – Música de Claude-Michel Schönberg e letra de Herbert Kretzmer e Alain Boublil

MELHOR TRILHA SONORA ORIGINAL
“Anna Karenina” – Dario Marianelli
“Argo” – Alexandre Desplat
“As Aventuras de Pi” – Mychael Danna
“Lincoln” – John Williams
“007 - Operação Skyfall” – Thomas Newman

DIREÇÃO DE ARTE
“Anna Karenina” – Sarah Greenwood (design de produção) e Katie Spencer (decoração do set)
“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” – Dan Hennah (design de produção); Ra Vincent e Simon Bright (decoração do set)
“Os Miseráveis” – Eve Stewart (design de produção) e Anna Lynch-Robinson (decoração do set)
“As Aventuras de Pi” – David Gropman (design de produção) e Anna Pinnock (decoração do set)
“Lincoln” – Rick Carter (design de produção) e Jim Erickson (decoração do set)

EDIÇÃO DE SOM
“Argo” – Erik Aadahl e Ethan Van der Ryn
“Django Livre” – Wylie Stateman
“As Aventuras de Pi” – Eugene Gearty e Philip Stockton
“007 - Operação Skyfall” – Per Hallberg e Karen Baker Landers
“A Hora Mais Escura” – Paul N.J. Ottosson

MIXAGEM DE SOM
“Argo” – John Reitz, Gregg Rudloff e Jose Antonio Garcia
“Os Miseráveis” – Andy Nelson, Mark Paterson e Simon Hayes
“As Aventuras de Pi” – Ron Bartlett, D.M. Hemphill e Drew Kunin
“Lincoln” – Andy Nelson, Gary Rydstrom e Ronald Judkins
“007 - Operação Skyfall” – Scott Millan, Greg P. Russell e Stuart Wilson

EFEITOS VISUAIS
“O Hobbit: Uma Jornada Inesperada” – Joe Letteri, Eric Saindon, David Clayton e R.Christopher White
“As Aventuras de Pi” – Bill Westenhofer, Guillaume Rocheron, Erik-Jan De Boer e Donald R.Elliott
“Os Vingadores” – Janek Sirrs, Jeff White, Guy Williams e Dan Sudick
“Prometheus” – Richard Stammers, Trevor Wood, Charley Henley e Martin Hill
“Branca de Neve e o Caçador” – Cedric Nicolas-Troyan, Philip Brennan, Neil Corbould e Michael Dawson

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Critics' Choice Movie Awards


O drama de Ben Affleck sobre um refém no Irã, "Argo" , o astro de "Lincoln" , Daniel Day-Lewis, e Jessica Chastain, do filme "A Hora Mais Escura" , ficaram entre os grandes vencedores dos Critics' Choice Movie Awards, na quinta-feira.

"Argo" venceu como melhor filme de drama, enquanto "O Lado Bom da Vida" arrebatou todos os prêmios de comédia - melhor filme, melhor ator para Bradley Cooper e melhor atriz para Jennifer Lawrence.

O 250 membros da Broadcast Film Critics Association, a maior organização de críticos do filme nos Estados Unidos e Canadá, também deram a "O Lado Bom da Vida" o prêmio de melhor elenco, no evento realizado em Santa Monica, na Califórnia.

Ao receber o prêmio de melhor diretor, Affleck brincou com o fato de ter sido ignorado nesta categoria do Oscar 2013 , que revelou seus indicados  na quinta-feira. "Eu gostaria de agradecer à Academia (do Oscar)", disse. "Brincadeira. Este aqui é o que vale."

Day-Lewis ganhou como melhor ator de drama por sua aclamada atuação no papel-título do drama histórico de Steven Spielberg, enquanto Jessica Chastain levou o prêmio de atriz de drama pela atuação no filme de Kathryn Bigelow sobre a caçada a Osama Bin Laden.

Além de vencer como atriz de comédia, Jennifer Lawrence também levou para casa o prêmio de melhor atriz em filme de ação por "Jogos Vorazes".

Muitas estrelas que foram indicadas apenas algumas horas antes para o Oscar, o prêmio mais importante de Hollywood, estavam na cerimônia, incluindo Anne Hathaway, que ganhou o prêmio de melhor atriz coadjuvante por "Os Miseráveis" .

O prêmio de melhor ator coadjuvante foi para Philip Seymour Hoffman por "O Mestre" .

O diretor David O. Russell dedicou a estatueta de melhor filme de comédia dada a "O Lado Bom da Vida" para o seu filho, dizendo: "Eu fiz isso para lhe dar esperança", acrescentando: "Esse é o meu lado bom."

Os prêmios de melhor roteiro foram vencidos por Quentin Tarantino por seu roteiro original de "Django Livre" e Tony Kushner, que adaptou o roteiro de "Lincoln".

A cantora britânica Adele ganhou por melhor canção com "Skyfall" do filme de James Bond "007 - Operação Skyfall" e Daniel Craig foi eleito o melhor ator em filme de ação pelo personagem do agente britânico. O filme também ganhou melhor filme de ação.

A menina de 9 anos Quvenzhane Wallis, estrela de "Indomável Sonhadora" , que se tornou a mais jovem   indicada ao prêmio de melhor atriz no Oscar, foi eleita a melhor jovem atriz no Critics Choice.

Os prêmios foram entregues antes do Globo de Ouro, que será no domingo, e uma série de outras premiações que aproximam o caminho para o Oscar, que será realizada em 24 de fevereiro.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

"Big Bang" e "Jogos Vorazes" vencem People's Choice Awards


"Jogos Vorazes" foi escolhido o Filme Favorito na 39ª edição do People's Choice Awards. A série "The Big Bang Theory" foi a vencedora na categoria Comédia de TV Favorita.

A cerimônia, apresentada pela atriz de "The Big Bang Theory" Kaley Cuoco, aconteceu na madrugada desta quinta-feira (10) no Teatro Nokia, em Los Angeles. Os vencedores do People's Choice Awards, que premia desde 1975 o melhor do cinema, TV e música dos EUA, são escolhidos pelo público. A edição deste ano contabilizou 450 milhões de votos.

Logo no início do evento, Jennifer Aniston foi premiada como Atriz Favorita de Comédia em Cinema, e os fãs escolheram Taylor Swift como a Artista Favorita de Country. Os atores Jensen Ackles e Jared Padalecki, de "Supernatural", o Programa de Ficção Científica Favorito, anunciaram a Banda Favorita, prêmio que ficou com Maroon 5. "Estar em uma banda, sem os fãs, você não é nada. Muito obrigado a todos que nos apoiaram", disse Adam Levine, que chegou a se emocionar e se confundir com o discurso ao receber o prêmio.

Em seguida, Alicia Keys apresentou o hit que dá nome ao seu novo disco, "Girl on Fire". Ellen DeGeneres, a Apresentadora Favorita de TV em Horário Diurno do People's Choice Awards, anunciou a vencedora do prêmio de Atriz Favorita de Comédia para TV, que ficou com Lea Michele, de "Glee". A série musical também foi premiada em Ator Favorito de Comédia na TV, por Chris Colfer. O Ator Favorito de Comédia para Cinema foi Adam Sandler e o cantor country Jason Aldean se apresentou em seguida fechando outro segmento da cerimônia.

O Melhor Artista Revelação foi o grupo The Wanted, que venceu as boy bands One Direction e Fun na categoria. "Nós nunca esperamos ganhar, muito obrigado", disse o vocalista Max George. Os atores Stephen Amell, de "Arrow", e Morena Baccarin, de "Homeland", anunciaram a Melhor Atriz de Cinema, Jennifer Lawrence, de "Jogos Vorazes".

O Artista Pop Favorito do People's Choice Awards foi Katy Perry, que disse que devia existir um prêmio de melhores fãs. "Eles me deram tempo para crescer como artista", falou. A Atriz Dramática Favorita de TV foi Ellen Pompeo, a Meredith Grey de "Grey’s Anatomy". Nathan Fillion foi o Ator Dramático de TV Favorito e Robert Downey Jr. o Ator Favorito de Cinema.

Em seguida, a cerimônia homenageou Sandra Bullock por seus esforços para a reconstrução de Nova Orleans após a destruição causada pelo furacão Katrina. Ela se tornou a primeira vencedora do prêmio Humanitário Favorito do People's Choice Awards.

A vencedora do prêmio de Atriz Dramática Favorita foi Emma Watson, que está no longa "As Vantagens de ser Invisível". Heidi Klum anunciou a última apresentação musical da noite, que foi de Christina Aguilera. A cantora recebeu em seguida o prêmio People’s Voice.

Confira abaixo lista completa dos vencedores:

Cinema

Filme Favorito: "Jogos Vorazes"
Ator Favorito: Robert Downey, Jr.
Atriz Favorita: Jennifer Lawrence
Filme de Ação Favorito: "Jogos Vorazes"
Estrela de Ação: Chris Hemsworth
Heroína Favorita: Jennifer Lawrence - "Jogos Vorazes"
Ator Dramático Favorito: Zac Efron
Atriz Dramática Favorita: Emma Watson
Filme Cômico Favorito: "O Ursinho Ted"
Ator Cômico Favorito: Adam Sandler
Atriz Cômica Favorita: Jennifer Aniston
Ícone de Cinema Favorito: Meryl Streep

Televisão

Ator de Série Dramática: Nathan Fillion
Atriz de Série Dramática: Ellen Pompeo
Série de Comédia Favorita: “The Big Bang Theory”
Ator de Série Cômica: Chris Colfer
Atriz de Série Cômica: Lea Michele
Série de Ficção Científica/Fantasia Favorita: Supernatural

Música

Música Favorita do Ano: “What Makes You Beautiful” - One Direction
Álbum Favorito: “Up All Night” - One Direction
Cantor Favorito: Jason Mraz
Cantora Favorita: Katy Perry
Artista Pop Favorito: Katy Perry
Artista R&B Favorito: Rihanna
Artista Hip-Hop Favorito: Nicki Minaj
Banda Favorita: Maroon 5
Novo Artista Favorito: The Wanted
Video Clipe Favorito: "Part of Me" - Katy Perry

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Os Candidatos

252562Não sei bem a qual estilo de filme podemos colocar Os Candidatos. Claro, é uma comédia, mas poderia ser uma comédia crítica, ou daquelas que segue um tom diferente do que é comumente apresentado em filmes de eleições e políticos. No fundo, se você assistiu Uma Eleição
Atrapalhada, com Ray Romano e Gene Hackman, perceberá que no fundo, esta segunda consegue ser mais engraçada e mais inteligente.

Will Ferrell e Zach Galifianakis são esforçados, e conseguem arrancar algumas boas risadas. No mais, são espalhafatosos e exagerados. Mas esse não é o problema do filme. Seu maior ponto fraco é mesmo seu roteiro. Bagunçada, a história é previsível e com várias piadas prontas, daquelas que você já viu em muitos outros filmes.

Não se trata de uma produção que invista em seus elementos técnicos, mas ainda assim, tem uma fotografia bem acima da média. Cores e luzes funcionam bem. Mas esse não é o foco da produção. Na verdade, o filme buscou uma maneira de apresentar o lado sórdido nos bastidores de uma eleição, mas isso já foi feito, e o resultado final, não é tão brilhante quanto o imaginado.

O filme conta que, quando o experiente congressista Cam Brady (Will Ferrell) comete uma grande gafe pública antes de um período eleitoral, dois riquíssimos CEOs planejam colocar um candidato rival para ganhar influência no distrito da Carolina do Norte, onde a disputa vai ocorrer. O homem escolhido é o inocente Marty Huggins (Zach Galifianakis), diretor do Centro de Turismo local. De primeira, Marty parece ser a escolha mais improvável, mas, com o apoio de seus novos benfeitores, de um gerente de campanha arrojado e das ligações políticas de sua família, ele logo se torna um candidato com quem o carismático Cam precisa se preocupar.

Uma comédia interessante, mas ainda assim, abaixo da média. Consegue oferecer algumas boas piadas, mas no geral, sua história é previsível e fraca. No conjunto, nem as já manjadas atuações de Ferrell e Galifianakis conseguem salvar o filme. Claro que já assisti filmes muito piores, por isso ainda penso que vale o tempo e o investimento. Mas no conjunto geral, parece que a boa ideia perdeu força para o humor forçado que invade as comédias atuais.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Jay Roach
Elenco: Will Ferrell, Zach Galifianakis, Jason Sudeikis, Dylan McDermott, Brian Cox, John Lithgow, Dan Aykroyd, P. J. Byrne, Katherine LaNasa, Josh Lawson, Amelia Jackson-Gray, Late Lang Johnson, Gary Grubbs, Kevin Beard, Thomas Middleditch, Glen Warner, Taryn Terrell, Michelle Torres, Billy Slaughter, Lance E. Nichols, Kasey Emas, Grant Case, Jordan Sudduth, Sarah Baker, JohnCenatiempo, Terrence Parks, Scott A. Martin, Karen Maruyama, Grant Goodman, Cynthia LeBlanc, Elton LeBlanc, Amber Dawn Landrum, John L. Armijo, Mikki Val, Caitlyn Bosarge, Emily D. Haley, Ramona Tyler, Trey Burvant, Carl J. Walker, Elizabeth Wells Berkes, Randall D. Cunningham, John C. Klein, Madison Wolfe, Kya Haywood, Rowan Joseph, Patrick Weathers, Sara Kenley, Parker Lovein, Millard Darden, Jason Kirkpatrick, Jonathan Ray, John D. Reaves, David Michael Warren, Timothy Hinrichs
Produção: Will Ferrell, Zach Galifianakis, Adam McKay, Jay Roach
Roteiro: Shawn Harwell, Chris Henchy
Fotografia: Jim Denault
Duração: 115 min.
Ano: 2012
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Everyman Pictures / Gary Sanchez Productions
Classificação: 14 anos

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ladrão de Casaca

206320Cary Grant e Grace Kelly, em um filme de Alfred Hitchcock, poderia ser pedida melhor? Dificilmente. Adicione a isso uma produção com fotografia fantástica, marca de Hitchcock, mas com uma pegada extra (de verdade, você percebe que o visual do filme é diferente já na primeira sequência), e um roteiro inteligente e com um começo, meio e fim bem caracterizados.

Ladrão de Casaca é tudo isso e muito mais. Mesmo sendo colocado no gênero suspense, é uma produção que mistura ação, romance, e até uma pitada de comédia. Para um filme de 1955, tudo parece funcionar perfeitamente.

O roteiro vai bem do começo ao fim, com uma narrativa perfeita, que não se prende a detalhes desnecessários, nem é rápida demais. Quando o filme acaba, a sensação é a de que você teve a dose exata de entretenimento.

A combinação de um bom elenco, com uma história inteligente e agradável, com a parte audio visual de primeiríssima qualidade, resultam em um filme super atraente, e que tem tudo para conquistar o espectador.

No filme, um ladrão aposentado (Cary Grant) deve ajudar a polícia francesa e uma rica viúva a encontrar o ladrão que está roubando joias na Riviera Francesa para que ele mesmo, como principal suspeito, não acabe preso.

Uma produção que tem tudo para agradar todos os tipos de audiência. Elenco de primeira qualidade, um excelente diretor, destaque na qualidade audio visual, e uma história que combina ação, romance, suspense, humor, muito bem balanceados, e de maneira agradável, com gostinho de quero mais. Grande pedida para quem curte um clássico que se mantêm atual.
 

FICHA TÉCNICA

Diretor: Alfred Hitchcock
Elenco: Cary Grant, Grace Kelly, Jessie Royce Landis, John Williams, Charles Vanel, Brigitte Auber, Jean Martinelli, Georgette Anys
Produção: Alfred Hitchcock
Roteiro: John Michael Hayes
Fotografia: Robert Burks
Trilha Sonora: Lyn Murray
Duração: 106 min.
Ano: 1955
País: EUA
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Paramount Pictures

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Busca Frenética

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Busca Frenética já é das antigas, mas o peguei passando na TV outro dia, e decidi reavivar as memórias deste bom filme. Em uma muito bem balanceada mistura de suspense e ação, Busca Frenética não é daqueles filmes repleto de efeitos e firulas visuais, ele se baseia na excelente atuação de Harrison Ford, que segura as pontas da trama do começo ao fim.

Ponto para o roteiro, muito bem costurado, com uma trama bem desenhada, que prende a atenção do espectador do começo ao fim. O filme começa de forma lenta, com poucos diálogos, pouca ação atraente, mas a partir da metade a coisa muda de figura e espanta o sono.

Começa então a parte mais tensa do filme, com o desenrolar, e algumas surpresas. As cenas de luta, e perseguição lembram alguns filmes que tratavam a guerra fria.

No filme, Richard Walker (Harrison Ford) é um médico que vai com Sondra (Betty Buckley), sua esposa, a Paris para uma conferência. Porém, logo no primeiro dia de viagem, ela é sequestrada. Querendo entender a razão do acontecido, ele acaba indo parar no submundo parisiense em uma procura desesperada, sem pistas e sem ninguém para auxiliá-lo. Até que surge a linda Michelle (Emmanuelle Seigner), que resolve ajudá-lo a encontrar Sondra. Durante a procura, eles acabam envolvidos em uma trama internacional.

Uma produção bem estruturada, com um roteiro que se destaca. A história começa meio devagar, mas quando parece não ter sentido, segue uma reviravolta inusitada. O filme não se destaca por grandes efeitos especiais, ou mesmo uma trilha sonora magistral. Oferece uma grande atuação de Harrison Ford, que segura toda a emoção com seu papel. Não sei se o filme se caracteriza muito bem como um suspense, mas garante momentos bastante tensos, de arrepiar o espectador. Boa pedida para quem procura um filme inteligente, com uma história que segue uma boa dinâmica e atrai a atenção.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Roman Polanski
Elenco: Harrison Ford, Betty Buckley, Emmanuele Seigner, Djiby Soumare, Dominique Virton, Gérard Klein, Stéphane D'Audeville.
Produção: Tim Hampton, Tom Mount
Roteiro: Roman Polanski, Gérard Brach
Fotografia: Witold Sobocinski
Trilha Sonora: Ennio Morricone
Duração: 120 min.
Ano: 1988
País: EUA/ França
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Warner Bros.