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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

O Cavaleiro das Trevas Ressurge ultrapassa seu antecessor e alcança US$ 1 bilhão no mundo


O que muitos duvidavam aconteceu. O Cavaleiro das Trevas Ressurge, terceiro e último filme da franquia de Christopher Nolan, conseguiu ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão nas bilheterias mundiais.

O número se torna mais emblemático, pois também consolida o filme como o mais rentável da série. Bane e companhia conseguiram arrecadar um total de US$ 1.05 bilhão em seis semanas nos cinemas, ultrapassando os US$ 1.03 bilhão de seu antecessor, Batman – Cavaleiro das Trevas.

Desta maneira o novo Batman chega ao 12º lugar entre as maiores bilheterias de todos os tempos, mas com potencial de ganhar mais algumas posições nas próximas semanas.

Nos Estados Unidos, o longa já acumula um total de US$ 431 milhões, a nona maior bilheteria da história do país. Nos próximos dias, a produção deve ultrapassar ET – O Extraterrestre e assumir a oitava posição do ranking.

Mesmo com o ótimo desempenho em terras americanas, o filme não deve ultrapassar o seu antecessor. Batman – O Cavaleiro das Trevas arrecadou US$ 533 milhões no país, quase US$ 100 milhões a mais do que o terceiro filme da franquia.

Analistas do Box Office Mojo, canal especializado no assunto, afirmam que o atentado ocorrido em Denver é o grande culpado por essa diferença. Porém no resto do mundo o efeito foi contrário e O Cavaleiro das Trevas Ressurge ganhou com grande folga.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

OSCAR 2011: Nolan puxa a fila de esquecidos



Desde que o sucesso internacional de "Amnésia" (2000) fez sua carreira decolar, o diretor e roteirista inglês Christopher Nolan repaginou a franquia Batman, em "Batman Begins" (2005) e "O Cavaleiro das Trevas" (2008), e conjugou efeitos de última geração a uma história espiralada em "A Origem" (2010), um dos grandes sucessos da última temporada. De quebra, ainda dirigiu um roteiro alheio (e um excelente trio de atores -- Al Pacino, Robin Williams, Hilary Swank) no lúgubre "Insônia" (2002).

Por esse currículo expressivo, Nolan é um dos principais diretores em atividade na indústria dos Estados Unidos, certo? Para a Academia de Hollywood, a resposta ainda é "mais ou menos". Somados, os cinco filmes acima receberam 19 indicações para o Oscar -- duas para "Amnésia" (uma para Nolan, pelo roteiro original), uma para "Batman Begins", oito para "O Cavaleiro das Trevas" (que levou dois Oscar) e mais oito para "A Origem" (duas para Nolan, pelo roteiro original e como co-produtor).

A nova ausência de Nolan entre os diretores que disputam o Oscar chama a atenção por demonstrar como a Academia, embora rejuvenescida na última década, continua a tratar espetáculos de diversão com algum preconceito. Curiosamente, um dos três indicados pela primeira vez nessa categoria é Darren Aronofsky ("Cisne Negro"), que começou a trabalhar na repaginação de Batman e foi dispensado. Os outros dois, Tom Hooper ("O Discurso do Rei") e David O. Russell ("O Vencedor"), têm carreira bem mais discreta do que a de Nolan.

Não há problema entre os próprios colegas: Nolan já disputou o prêmio do DGA (Directors Guild of America), o sindicato dos diretores, por "Amnésia" e "O Cavaleiro das Trevas", e está novamente na briga por "A Origem" (ocupando vaga que, no Oscar, ficou com os irmãos Coen por "Bravura Indômita"). Se ele vencer, será apenas a sétima vez desde a criação do prêmio do sindicato, em 1948, que o eleito pelo DGA não coincide com o vencedor do Oscar -- a mais recente foi em 2002, quando Rob Marshall ("Chicago") teve a preferência do sindicato e Roman Polanski ("O Pianista"), a da Academia.

Nolan, 40 anos, sabe que o Oscar de direção tem seus caprichos. Steven Spielberg estava com 47 anos quando finalmente levou a estatueta para casa, na quinta indicação, por "A Lista de Schindler" (1993), e 52 anos quando repetiu a dose, por "O Resgate do Soldado Ryan" (1998). Martin Scorsese estava com 64 anos quando se emocionou ao receber afinal o prêmio, na sexta indicação, por "Os Infiltrados" (2006). Alfred Hitchcock, Howard Hawks e Stanley Kubrick, três dos maiores cineastas na história de Hollywood, jamais receberam o Oscar da categoria em que foram mestres incontestáveis.

Por falar em Scorsese, "Ilha do Medo" -- que teve boa recepção de público, em 19º no ranking de bilheteria da temporada -- ficou sem nenhuma indicação. Dos 20 maiores sucessos do ano nos Estados Unidos, apenas três disputam o Oscar em categorias importantes: "Toy Story 3", o número 1, deve faturar o Oscar de longa de animação; "A Origem", o quinto no ranking, e "Bravura Indômita", o 17º, disputam o Oscar de melhor filme.

"Um Lugar Qualquer", de Sofia Coppola, que recebeu o Leão de Ouro em Veneza e deve estrear no Brasil na próxima sexta-feira (28), também passou em branco nas indicações, assim como o francês "Carlos", de Olivier Assayas, que alguns críticos norte-americanos gostariam de ver entre os 10 candidatos a melhor filme, além de apostarem na indicação do venezuelano Édgar Ramírez para o Oscar de melhor ator. Mas, se havia uma "vaga latina" nessa categoria, ela foi ocupada por um vencedor do Oscar, o espanhol Javier Bardem ("Biutiful").

Aliás, as 20 vagas para atores e atrizes são as que costumam criar, inevitavelmente, a maior lista de esquecidos. Neste ano, a imprensa dos Estados Unidos acreditava em indicação para Michael Douglas (por "O Solteirão" ou "Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme"), que enfrenta problemas graves de saúde, quase sempre um apelo ao qual a Academia não resiste. Leonardo DiCaprio ("Ilha do Medo" e "A Origem"), Matt Damon ("Bravura Indômita"), Barbara Hershey ("Orquídea Negra"), Pierce Brosnan ("O Escritor Fantasma"), Robert Duvall ("Get Low"), Vincent Cassel ("Inimigo Público nº 1") e Halle Berry ("Frankie e Alice") também estavam entre os possíveis candidatos que não chegaram à relação final.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

E tudo começou assim...



A Origem é um daqueles filmes que abusa dos detalhes. Diálogos ricos e uma edição que exige total atenção e muita boa vontade de seu espectador. Mas há algo nele que atrai, e nos convence que no fundo, é um bom filme.

O filme me lembrou, bastante, a saga Matrix, exceto que lá a coisa era mais virtual, e aqui a coisa é mais ligada a sonhos. Os dois tentam apresentar novas dimensões da vida, investem pesado nos efeitos especiais, e numa trama dependente total do seu protagonista, mas as semelhanças param por aqui. A Origem é melhor estruturado, mais bonito de se assistir, e com uma história mais agradável, embora ela desafie sua racionalidade o tempo todo.

O filme também apresenta uma boa apresentação da nova fase de Leonardo DiCaprio. Mais sério e mais maduro. Acompanhado de um elenco bastante razoável, que conta ainda com nomes como Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Michael Caine e Tom Berenger.

Na história, Don Cobb (Leonardo DiCaprio) é especialista em invadir a mente das pessoas e, com isso, rouba segredos do subconsciente, especialmente durante o sono, quando a mente está mais vulnerável. As habilidades singulares de Cobb fazem com que ele seja cobiçado pelo mundo da espionagem e acaba se tornando um fugitivo. Como uma chance para se redimir, Cobb terá de, em vez de roubar os pensamentos, implantá-los. Seria um crime perfeito, mas nenhum planejamento pode preparar a equipe para enfrentar o perigoso inimigo que parece adivinhar seus movimentos. Apenas Cobb é capaz de saber o que está por vir.

Efeitos espetaculares, com cenas de ação mirabolantes, um elenco uniforme, e uma bela fotografia enriquecem o filme que tenta apresentar a dimensão dos sonhos como algo palpável. Não é possível assistir o filme sem se envolver, sem dar a devida atenção e estar totalmente ligado. Um detalhe perdido pode prejudicar passagens importantes, por isso, muitas vezes o filme se torna cansativo, mas ainda assim vale a experiência e o desafio mental. Não o considero um filme fantástico, mas é uma boa produção, e vale o valor da locação, desde que você não ligue para o excesso de detalhes.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Christopher Nolan
Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Ellen Page, Cillian Murphy, Joseph Gordon-Levitt, Ken Watanabe, Michael Caine, Tom Berenger
Produção: Christopher Nolan, Emma Thomas
Roteiro: Christopher Nolan
Fotografia: Wally Pfister
Trilha Sonora: Hans Zimmer
Duração: 148 min.
Ano: 2010
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Syncopy
Classificação: 14 anos