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terça-feira, 26 de junho de 2012

Protegendo o Inimigo

Um filme interessante, até certo ponto. Doses razoáveis de ação, com lutas e tiroteios bastante quentes, garantem todo o movimento do longa. Denzel Washington e Ryan Reynolds arriscam em papeis sem muito tempero. Não chegam a colocar em risco a qualidade da produção, mas suas atuações também não promovem uma melhora muito intensa na trama.

A história tem tudo o que você provavelmente já viu em um filme de ação, e é bastante previsível. Isso tira o efeito surpresa de alguns momentos, e acaba tornando o filme cansativo. Os diálogos não são nada fora de série e, em alguns momentos, deixam o filme com cara dos filmes de Sylvester Stallone no começo da carreira (daqueles em que a ação era muito melhor do que a história).

Sem dúvida, a questão da ação é que garante o entretenimento da produção. Boas sequências de luta, com tiroteios em que só os bandidos são atingidos, no melhor estilo faroeste americano. A temática é estranha, daquelas em que todos querem o mal dos EUA, ou pode ser que esta impressão inicial esteja errada.
 
No filme Tobin Frost (Denzel Washington) é um criminoso marcado para morrer, mas ele está preso e sob a proteção da CIA. Quando o local onde aguardava o julgamento foi descoberto e destruído por aqueles que não querem que o seu depoimento aconteça, ele precisa ser deslocado para outro local seguro. Agora, o oficial Matt Weston (Ryan Reynolds) tem a missão de dar cobertura nesta mudança de esconderijo. Só que as chances de algo de errado acontecer são enormes.

Uma produção razoável, com cara de SuperCine, ou até mesmo uma Sessão da Tarde mais animadinha. Tem cara de filme para TV. Boa ação, elenco de qualidade, em uma trama previsível, história sem excessos, e diálogos sem entusiasmo. Vale pela intenção, mas não se trata de um filme imperdível. Para quem é fã de Denzel, ou até mesmo de Ryan, existem produções melhores.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Daniel Espinosa
Elenco: Ryan Reynolds, Denzel Washington, Vera Farmiga, Brendan Gleeson, Robert Patrick, Liam Cunningham, Sam Shepard, Joel Kinnaman, Tanit Phoenix, Stephen Bishop
Produção: Scott Stuber
Roteiro: David Guggenheim
Fotografia: Oliver Wood
Duração: 115 min.
Ano: 2012
País: EUA/ África do Sul
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Intrepid Pictures / Stuber Productions / Moonlighting Films
Classificação: 12 anos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O Menino do Pijama Listrado



Filme forte, daqueles que tratam um assunto delicado, de uma maneira ainda mais delicada. Sob o ponto de vista de crianças ou, mais do que isso, envolvendo crianças diretamente no desenvolvimento da história. A produção é tensa, séria, que no cinema provocou a saída de muita gente no meio da sessão. Não por ser um filme ruim, ou excessivamente (e desnecessariamente) forte, mas por colocar o dedo em uma ferida que teima não cicatrizar.

A produção tem um cuidado muito grande na direção e na seleção das sequências. Isso quer dizer que o filme é muito bonito e com uma trama bem construída. O roteiro, apesar de tratar um assunto pra lá de manjado, é excepcional. O resultado é um filme atrativo, que envolve o espectador e comove.

Comparo o resultado de O Menino de Pijamas Listrado a duas outras produções excepcionais na mesma linha. A Vida é Bela e O ano em que meus pais saíram de férias. Obviamente, o segundo, uma produção brasileira, não trata o nazismo, mas também coloca sob o ponto de vista de uma criança a narrativa de um problema muito grave.

O elenco, exceto por Vera Farmiga e David Thewlis, é formado por bons atores, porém menos conhecidos. Os dois garotos, Asa Butterfield e Jack Scanlon, encaram o drama como atores experientes, e dominam o filme do começo ao fim.

O filme acontece durante a Segunda Guerra Mundial, quando uma família alemã se muda de Berlim para Auschwitz, e o patriarca é ordenado a trabalhar em um campo de concentração. Assim, Bruno, um garoto de 8 anos e filho do oficial, começa uma linda amizade com um menino judeu da mesma idade.

Um belíssimo drama, de excelente qualidade, com um elenco muito competente, por carregar uma história tão pesada, de maneira tão eficaz. Uma trama conhecida, mas nem por isso previsível. Construída sob um ponto de vista inovador, que envolve e comove. Um filme muito bom. Para os fãs do gênero, pedida certa.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Mark Herman
Elenco: Vera Farmiga, David Thewlis, Rupert Friend, Richard Johnson, Sheila Hancock, Jim Norton, Asa Butterfield, David Heyman, Jack Scanlon, Cara Horgan, Amber Beattie, Iván Verebély, Gábor Szebényi
Produção: David Heyman
Roteiro: Mark Herman, baseado no livro de John Boyne
Fotografia: Benoît Delhomme
Trilha Sonora: James Horner
Duração: 93 min.
Ano: 2008
País: EUA
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Estúdio: Miramax Films
Classificação: 12 anos

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Contra o Tempo



A proposta de Contra o Tempo é muito interessante. Baseado em uma trama bastante atraente e que prende a atenção do espectador. O único senão, é a quantidade de idas e vindas, que tornam o filme previsível e repetitivo. Mesmo assim, ainda é uma excelente pedida, e um grande filme de ação.

O elenco também vai bem, principalmente por Jake Gyllenhaal e Michelle Monaghan. No mais, meros coadjuvantes de luxo (Vera Farmiga, por exemplo) que pouco acrescentam. Bons efeitos, cenas impressionantes de explosão (ou da mesma explosão), belas cenas, com fotografia de primeira.

O filme conta que em uma manhã, um soldado (Jake Gyllenhaal) acorda no corpo de um viajante desconhecido e, oito minutos depois do fato estranho, é testemunha da explosão de um trem. A missão desse soldado é descobrir o responsável pela explosão.

Não vou dizer que a história não exige um certo esforço por parte do espectador. Principalmente para aceitar os devaneios quanto a possibilidade de ir e vir no tempo, tomando a personalidade de alguém, e até alterando o rumo da história dos personagens. Mas isso não torna o filme um fiasco. Na verdade, é uma história atraente, com uma boa proposta e com boas doses de ação. Filme indicado para aquela sessão da tarde de sábado.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Duncan Jones
Elenco: Jake Gyllenhaal, Michelle Monaghan, Vera Farmiga, Jeffrey Wright, Russell Peters
Produção: Mark Gordon, Philippe Rousselet, Jordan Wynn
Roteiro: Ben Ripley
Fotografia: Don Burgess
Trilha Sonora: Chris Bacon
Duração: 93 min.
Ano: 2011
País: EUA, França
Gênero: Ficção Científica
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Vendome Pictures / The Mark Gordon Company

segunda-feira, 26 de abril de 2010

No alto do céu


Amor sem escalas (Up in the air) é daqueles filmes que dependerá do seu humor para a avaliação. Você pode considerá-lo atual, envolvente, lento, chato, sem graça, excelente, sem sentido e, até mesmo (e sem querer abusar) todas as alternativas anteriores. Talvez a tradução do nome não ajude.

Na verdade, confesso que ainda estou "digerindo" o filme, que tem a cara de George Clooney (muitos diálogos, uma narrativa bem trabalhada, e até alguma diversão). Não quero dizer que todos os filmes de George são iguais, mas tenho a impressão que ele busca um certo padrão.

Adorei a atuação de Anna Kendrick (participou de Crepúsculo), que deu um tom de humor ao filme.

Na produção, um consultor que tem a tarefa de demitir funcionários para cortar os gastos das empresas, é obrigado a passar um tempo imenso em vôos sobre o país ou em quartos de hotéis, que sente-se ameaçado quando a empresa decide mudar a estratégia e manter os funcionários parados no prédio da matriz. Ele então leva a responsável pelo plano, uma jovem executiva, para conhecer a natureza de seu trabalho, o que, associado ao seu envolvimento com uma mulher cheia de segredos, pode levá-lo a reavaliar sua vida de solidão.

O filme pode parecer um pouco longo e lento, mas o diretor Jason Reitman soube explorar o problema da crise global ocorrida em meados de 2009 e, de uma certa forma, uma estratégia profissional (profissional???) muito comum no mundo dos negócios. A fotografia é muito bonita, e o elenco, que além de Clooney e Kendrick ainda tem Vera Farmiga, funciona bem e empolga. Um filme com muitas opções. Vale assistir, mesmo que algumas vezes a história pareça sem sentido.