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quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um Herói de Brinquedo



Nesse especial de Natal, que jeito melhor de começar do que com Um Herói de Brinquedo, com Arnold Schwarzenegger. Por um acaso, você imagina que o Natal teria o mesmo valor sem esse filme? Desde o seu lançamento, em 1996, esse filme foi apresentado tantas vezes, e em tantos canais, que o áudio e a qualidade de vídeo já não são os mesmos.

Existe mensagem de Natal mais família do que a dessa produção? Por mais absurda e clichê que possa parecer, é o tipo de mensagem que valoriza o espírito natalino. Na verdade, dos filmes estilo comédia família de Arnold (tipo Um Tira no Jardim da Infância, ou Júnior), esse me parece o mais interessante.

Ele continua o mesmo brutamontes de sempre, e aplica isso na fase do filme em que tenta comprar o presente para o filho. O elenco, nesse ponto, é fantástico. Todos com atuações muito bem caracterizadas, herói de um lado, vilão do outro, mocinha de um lado, filho do herói do outro. Tudo é perfeito, colorido, e cheio dos símbolos de Natal americanos.

Não há nada de especial na direção do filme. Nada de efeitos mirabolantes e aparatos visuais de última geração, e por isso mesmo o filme funciona bem. Não existem explicações desnecessárias ou detalhes exagerados. O filme começa bem, flui com naturalidade e termina de maneira muito funcional.

No filme, um homem de negócios (Arnold Schwarzenegger) atrasa-se na aula de caratê do seu filho. Para tentar compensar o seu relapso, ele promete ao menino que lhe dará qualquer coisa que ele peça no Natal. O garoto logo escolhe o "Turbo Man", brinquedo sensação do momento e sonho de todas as crianças. Só que é véspera de Natal e o brinquedo não existe em lugar algum. Para não falhar de novo com seu filho, ele se propõe a cumprir a promessa, não importando o quanto isto lhe custe.

Um filme de Natal, com cara de Natal que, salvo engano, só é passado no Natal. A história é muito adequada para a estação. Bom elenco, boa dinâmica, e uma mensagem de fundo que eleva o espírito natalino. Pedida certa para a noite da ceia de Natal. Excelente filme para toda a família.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Brian Levant
Elenco: Arnold Schwarzenegger, Sinbad, Phil Hartman, Rita Wilson, Robert Conrad, Martin Mull, Jake Lloyd, James Belushi, E.J. De La Pena, Harvey Korman, Laraine Newman, Justin Chapman, Richard Moll, Daniel Riordan, Jeff L. Deist.
Produção: Michael Barnathan, Chris Columbus e Mark Radcliffe
Roteiro: Randy Kornfield
Fotografia: Victor J. Kemper
Trilha Sonora: David Newman
Duração: 88 min.
Ano: 1996
País: EUA
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Deu a louca em quem decidiu assistir...


Sabe aqueles filmes que prometem mundos e fundos nos seus trailers, apresenta pedaços de ação, comédia, tensão, e algumas vezes a gente nem precisa assistir ao filme? Pois Deu a Louca na Chapeuzinho é desses filmes... o trailer conta tudo aquilo que você precisa saber, e você nem precisa ver o filme. Por sinal, esse é um bom conselho... fique bem longe desta atraente produção!!!

Aqui vale um parêntese... quando soube do filme, fiquei bastante interessado, e quando vi o trailer, não via a hora de colocar as mãos no DVD... mas quando assisti a obra, quanta decepção... nenhuma risada do início até os créditos finais. Foi o dinheiro mais mal investido que já me dispus a oferecer a um filme.

Deu a Louca na Chapeuzinho é uma daquelas animações toscas, com personagens que mereceriam uma melhor construção, cujo roteiro promete decolar, mas que no resultado final, não consegue emplacar. Pior ainda é saber que o filme conseguiu liderar algumas semanas a lista de maiores bilheterias dos cinemas, que vem por aí uma continuação, e que a seleção de “vozes” tem nomes como o de Glenn Close, Anne Hathaway e James Belushi.

Na história, policiais do mundo animal investigam um caso de distúrbio doméstico na casa de uma senhora envolvendo sua neta, uma garota conhecida como Chapeuzinho Vermelho, um lobo aparentemente mau e um machado. As acusações são muitas: roubo de um livro de receitas, invasão de domicílio, distúrbio do silêncio na vizinhança e manuseio de um machado sem licença.

Tinha tudo pra ser uma produção bastante razoável, mas não agrada. E se você não gosta de piadas velhas, personagens sem apelo e uma história sem pé nem cabeça, então fique longe desse filme. Tudo o que você não precisa é perder tempo com uma animação que não cumpre nem 10 por cento do que promete no seu trailer.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Cory Edwards, Todd Edwards, Tony Leech
Elenco: Vozes na versão original de: Glenn Close, Anne Hathaway, James Belushi, Patrick Warburton, Anthony Anderson, David Ogden Stiers, Xzibit, Chazz Palminteri, Andy Dick.
Produção: Maurice Kanbar, David Lovegren, Sue Bea Montgomery, Preston Stutzman
Roteiro: Cory Edwards, Todd Edwards, Tony Leech
Trilha Sonora: John Mark Painter, Daniel Rogers
Duração: 80 min.
Ano: 2005
País: EUA
Gênero: Desenho Animado
Cor: Colorido
Distribuidora: Não definida
Classificação: Livre