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quinta-feira, 28 de junho de 2012

Alvin e os Esquilos 3

Os filmes que misturam ação real e ação computadorizada são uma realidade, já faz algum tempo. O resultado nem sempre é o mais bonito. É provável que a arte final não dê "liga", e o aspecto tosco se destaque. Não é o caso da série Alvin e os Esquilos, que acertou desde o primeiro episódio, com personagens com grande apelo, e boa química entre o real e o virtual.

Na verdade, considero um dos melhores filmes do tipo, que já tentou ser imitado por uma série de outras produções, como Hop, Scooby Doo, Garfield, Zé Colméia, mas ainda é o com melhor acabamento. Engraçado se observarmos que a maioria dos exemplos citados (exceto por Hop) coloca em cena astros dos desenhos mais antigos, entre 1950 e 1970. É o saudosismo latente ou o investimento no público que já foi fã. E é nisso que a série Alvin se diferencia. Embora seja um clássico dos desenhos animados, os filmes investem em histórias totalmente renovadas, obviamente destacando as características dos personagens, mas quase que os reinventando. Diferentemente do que acontece com Garfield, e Zé Colméia, por exemplo.

A produção é destinada ao público infantil, e acerta em cheio. No filme, tudo é exageradamente colorido. Existe boa ação, diálogos que não abusam dos excessos. Músicas atuais. E animaizinhos fofos que interagem com seres humanos reais, curiosamente, todos adultos. O roteiro é bem construído, com uma boa mensagem de fundo, e tem tudo para agradar a criançada e até mesmo os mais velhos. O filme não se apega à temporalidade, e meia dúzia de esquilos cantores, com vozes pra lá de esquisitas, chegam a ter passagens bastante engraçadas.

O filme conta que em um luxuoso cruzeiro, Alvin, Simon, Theodore e as Esquiletes estão agindo como de costume, transformando o navio em seu playground pessoal, até que eles ficam encalhados em uma ilha deserta. Enquanto Dave Seville procura neuroticamente por sua equipe desaparecida, os 'Esquilos e as Esquiletes' fazem o que fazem de melhor - cantam, dançam e causam confusão. Mas eles terão uma surpresa quando embarcam em uma aventura insular com seu novo amigo - um náufrago que é mais do que páreo para Alvin e os Esquilos.

Um longa bastante divertido, que mantém a força das edições anteriores e recria uma nova história, destacando a força da produção na ação de seus personagens engraçadinhos. Boas doses de ação, complementam esta inteligente história, voltada ao público infantil, mas que também é capaz de agradar os adultos. Boa pedida para a sessão da tarde de vídeo, principalmente nesse começo de férias da criançada.

FICHA TÉCNICA

Diretor: Mike Mitchell
Elenco: Jason Lee, David Cross, Jenny Slate, Sophia Aguiar, Lauren Gottlieb, Tera Perez
Produção: Neil A. Machlis
Roteiro: Jonathan Aibel, Glenn Berger
Fotografia: Thomas E. Ackerman
Trilha Sonora: Mark Mothersbaugh
Duração: 91 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Animação
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Bagdasarian Productions / Fox 2000 Pictures / Regency Enterprises / TCF Vancouver Productions
Classificação: Livre

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Hop - Rebelde sem páscoa



Nos últimos tempos tem sido muito difícil assistir uma animação que mistura personagens reais e fictícios sem lembrar de Alvin e Os Esquilos. Sem comparar a qualidade (Alvin se destaca), até a fotografia do filme parece a mesma. E o roteiro, igual, exceto pelos personagens. Quer sejam ursos (caso de Zé Colméia), coelhos (o próprio Hop) ou, mais recentemente, seres azuis (os smurfs), a dinâmica é sempre muito parecida, sem muitas surpresas.

No caso de Hop, fica a dúvida sobre o público ao qual se dirige o filme. Mas me parece que ele tende a agradar mais os baixinhos, que curtem um filme coloridão, e boas doses de humor pastelão. Para os adultos, a história é um pouco enfadonha, repetitiva e até previsível.

Trata-se de uma animação que promete muita agitação e rebeldia, mas cuja promessa não consegue ultrapassar o título do filme. A produção tem uma boa fotografia, mas personagens sem força, em uma história sem empolgação. O resultado é mediano, daqueles que o trailer consegue ser mais animado que o próprio filme.

Particularmente, não entendi a relação que tentaram ao misturar coelhos e aves (os pintinhos que aparecem), nem a espécie de trenó que o coelho da páscoa usa. Jurava que isso era privilégio do papai Noel.

No filme, Júnior (voz original de Russell Brand) está preses a suceder seu pai e se tornar o Coelho da Páscoa. Mas o que ele quer mesmo é se tornar um baterista de sucesso. Júnior foge da Ilha de Páscoa, vai para o mundo dos humanos e é atropelado pelo atrapalhado Fred (James Mardsen). Enquanto tenta perseguir seu sonho, outros eventos acontecem na ilha e a Páscoa precisará ser salva.

Não chega a ser um filme fantástico, nem dos piores do ano, mas decepciona um pouco. É uma animação interessante, que deve agradar as crianças mais novas. Não chega a ser sucesso entre o público adulto. Um filme com bons efeitos e fotografia, mas que perde força nos personagens e no enredo superficial. É uma boa pedida para quem procura uma produção leve e sem compromisso.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Tim Hill
Elenco: Vozes originais de: Kaley Cuoco, Russell Brand, James Marsden, Elizabeth Perkins, Chelsea Handler, Tiffany Espensen
Produção: John Cohen, Christopher Meledandri
Roteiro: Cinco Paul, Ken Daurio, Brian Lynch
Fotografia: Peter Lyons Collister
Trilha Sonora: Christopher Lennertz
Duração: 97 min.
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Illumination Entertainment / Universal Pictures
Classificação: Livre